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La Negra
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“Sete dias tem a semana e sete são os pecados capitais; sete virtudes foram descritas... feito estigmas paradoxais.”
- Conclusão – (Revelação)
E brincando de ontem Escrevo o agora, Sem nunca ter sido... Sem nele descrer, São horas perdidas Flertando com o acaso, E o que aqui se encerra, Então tentes amigo... Agora entender. E por ser descabido, De todo o cinismo, E ser incorreto, Sem ser impreciso. Não tentes amigo, Nele descrer. Porém se incerto, De ser verossímil; Do que aqui foi traçado, Remarques o início... Fechando o escrito, E ficando por isso, O não, por não dito. Porquanto, se aflito, Curioso amigo! Daquilo que digo; Refutes as rimas, Excluas as “aspas”, Expurgues os versos Ignores as vírgulas, E decidas o final. E então terás tão somente, Fragmentos complexos, Das rimas e dos versos, Enquanto a mão embebida, Escreve impulsiva, Sobre a alma sofrida, E a mente cansada. Descreve aturdida O ultimo lamento Do poeta exausto... E do ser incompleto.
“E entre a tênue linha; que separa a razão da loucura; um breve segundo é talvez a única lucidez real!”
- Revelação – (As visões)
XIX “Agora eu vislumbro, A dama sem face, Ladeada por servos. No centro do circulo, Sentada imponente, Num trono de ossos. Seu braço em riste, Aponta pra adiante, E indica o caminho, Ao primeiro varão. XX E eu vejo então, O que evita a entrada, Um guarda pretor, Um pele-vermelha, O viking carrasco, E o monge ancião; Aquele que sabe... O olho que vê!” Será outra sentença... Ou será o que? XXI Por certo não é sonho! Será apenas visagem? Enfim são mistérios, Que jamais vou dizer. Descubra sozinho! Encontre a resposta! Ou então tão somente, Ignores o traçado, E aquilo que leu. (Continua...)
“Reescrever um fato é por vezes omitir verdades que nem sempre devam ser desvelados!”
- Inquietude – (A Solidão)
XV
Reescrevo de forma singular, Os rabiscos incertos da mão... Que aflita traça o múltiplo ar. Letras por letras, qual a palavra, Quebrando todas as rimas em vão, E trançando assim todas as falas.
XVI
As palavras que não ouso falar... A musica que me faz ficar calado... As lagrimas que não deixo rolar, Gritos surdos... No peito sufocado, São magoas que me fazem calar, São pesadelos que sonho acordado.
XVII
E este medo insano do aqui e agora, Outra sentença muda e inquietante, É barbárie, que do ego calada aflora,
XVIII
E iníqua, sem pudor, da razão discorre, Feito um torpor impuro e reticente, O temor que, pela espinha abaixo percorre! (Continua...)